sexta-feira, 8 de maio de 2020

3ºD - Física - aula de 08/-5

Habilidades
  • Reconhecer a presença da eletricidade em situações e equipamentos do cotidiano. 
  • Analisar as especificações elétricas dos aparelhos em etiquetas e manuais.
  • Reconhecer as grandezas associadas ao estudo da eletricidade, tais como resistência, corrente, tensão, energia e potência elétrica.





Eletricidade
Eletricidade é o nome que se dá a fenômenos que ocorrem a cargas elétricas e a corpos elétricamente carregados. O termo eletricidade também é usado para referir-se a uma grande área de conhecimento da física, mas, além disso, aplica-se à energia elétrica — uma forma de energia que possibilita o funcionamento de inúmeros dispositivos elétricos.
Na natureza existe uma enorme quantidade de fenômenos físicos, químicos e biológicos que são explicados pela interação entre cargas, portanto, um bom entendimento sobre a eletricidade possibilita a compreensão de muitos processos fundamentais, frequentemente requisitados pelos moldes atuais de provas como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Origem da eletricidade

A eletricidade tem origem nas cargas elétricas, que são propriedades de partículas subatômicas, como os prótons e elétrons. Essas duas partículas apresentam a mesma quantidade de carga elétrica, cerca de 1,6.10-19 C, entretanto, possuem sinais opostos.

A eletricidade é uma forma de energia transmitida por meio da passagem de elétrons através de fios condutores.
A eletricidade é uma forma de energia transmitida por meio da passagem de elétrons através de fios condutores.
Uma vez que não é possível que existam frações de prótons ou elétrons no interior dos átomos, dizemos que a carga elétrica é uma propriedade discreta ou quantizada, já que toda a carga elétrica presente em um corpo eletrizado é igual a um múltiplo inteiro da carga elétrica fundamental, assim como mostramos na expressão a seguir:
– carga elétrica
– número de elétrons em falta ou excesso
e – carga fundamental

Eletricidade e lei de Coulomb

De acordo com a lei de Coulomb, as cargas elétricas de sinais opostos tendem a atrair-se, graças à ação da força elétrica. Essa força, por sua vez, depende de uma propriedade das cargas conhecida como campo elétrico.
Assim como a força elétrica, o campo elétrico é uma propriedade vetorial, ou seja, em cada ponto do espaço ao redor de uma carga elétrica existe um módulo, uma direção e um sentido de campo elétrico. Ademais, de acordo com o SI, a unidade de medida de campo elétrico é o newton por coulomb (N/C).
lei de Coulomb está expressa na imagem seguinte. De acordo com essa lei, a força de atração ou repulsão entre cargas é igual ao produto dessas cargas multiplicado por uma constante eletrostática (k0) e dividido pelo quadrado da distância que as separa:
k0 – constante eletrostática do vácuo (9.109 Nm²/C²)
Q1 e Q2 – cargas elétricas interagentes (C)
d – distância entre cargas elétricas (m)


Eletricidade e campo elétrico

Quando uma carga elétrica livre é abandonada em uma região em que há um campo elétrico, ela se move, dando origem à corrente elétrica, que pode ser entendida como a movimentação das cargas elétricas em virtude de uma diferença de potencial. Na figura a seguir, você pode conferir a fórmula usada para o cálculo da corrente elétrica.
– corrente elétrica (A)
ΔQ – carga elétrica (C)
Δt – intervalo de tempo (s)
campo elétrico é uma propriedade da carga que depende do módulo dessa carga e que é inversamente proporcional ao quadrado da distância entre a carga e o ponto em que se deseja medir a intensidade do campo elétrico. A fórmula do campo elétrico é mostrada a seguir, observe:
– campo elétrico (N/C)

Eletricidade e potencial elétrico

Chamamos de potencial elétrico a quantidade de energia, em joules, que cada carga obtém quando disposta em algum ponto de um campo elétrico. Essa propriedade não depende da carga em si, mas da intensidade do campo elétrico.
Comumente chamamos o potencial elétrico de tensão elétrica ou diferença de potencial, e há quem use o termo coloquial voltagem. O potencial elétrico é uma grandeza escalar, cuja unidade de medida, de acordo com o SI, é o volt (V), que equivale a joules por coulomb (J/C).
A fórmula do potencial elétrico é esta, confira:
U – potencial elétrico (V)

Geração de eletricidade

A geração da maior parte da eletricidade usada em todo o mundo dá-se por meio do fenômeno da indução eletromagnética, descrita matematicamente pela lei de Faraday-Lenz. De acordo com tal lei, quando o “número” de linhas de campo magnético que atravessa um condutor fechado varia com o tempo, uma corrente elétrica surge no condutor, de modo a compensar a variação do número de linhas de campo magnético.
ε – força eletromotriz induzida ou tensão induzida (V)
ΔΦ – variação do fluxo de campo magnético (Wb – weber)
B – intensidade do campo magnético (T – tesla)
A – área (m²)
A eletricidade gerada nas usinas  hidrelétricastermoelétricasnucleareseólicas e geotérmicas é produzida da mesma maneira: transforma-se energia mecânica (energia cinética e potencial), em energia elétrica, por meio da rotação de um grande dínamo.
A estrutura básica de um dínamo consiste em uma bobina de fios condutores capaz de girar, disposta no interior de um grande magneto. A variação do ângulo em que as linhas de campo magnético penetram a bobina faz com que surja uma corrente elétrica alternada nela.

Consumo de eletricidade

consumo de eletricidade consiste na quantidade de energia consumida pelo uso dos dispositivos eletroeletrônicos. No Brasil, o consumo de eletricidade é medido na unidade de quilowatt-hora (1 kWh = 1000 Wh), que equivale a uma quantidade de energia igual a 3,6.106 J.
Para calcularmos a energia elétrica consumida por algum dispositivo, precisamos saber duas coisas — sua potência, em kW (caso a potência esteja definida em watts, devemos dividi-la por 1000), e o tempo em que esse dispositivo opera, em horas, como mostramos na fórmula a seguir:
E – energia elétrica consumida (kWh)
P – potência elética (kW)
Δt – intervalo de tempo (h)
Finalmente, para calcular-se o consumo de energia elétrica, geralmente se leva em conta o período mensal. Por isso, é importante lembrar que o tempo de operação diária do dispositivo geralmente é multiplicado por 30, a fim de descobrir-se quanta energia foi consumida ao longo de um mês, para que, em seguida, multiplique-se a energia consumida, em kWh, pelo preço de cada kWh.
Finalmente, para aprendermos mais sobre a eletricidade no âmbito da física, é necessário resolver alguns exercícios, vamos lá?

Exercícios 

Questão 1) (Unicamp) (Adaptada) Um exemplo de desenvolvimento tecnológico, com vistas a recargas rápidas, é o protótipo de uma bateria de íon-lítio, com estrutura tridimensional. Considere que uma bateria, inicialmente descarregada, é carregada com uma corrente média de 3,2 A até atingir sua carga máxima de Q = 0,8 Ah. O tempo gasto para carregar a bateria é de:
a) 240 minutos
b) 90 minutos
c) 15 minutos
d) 4 minutos
e) 5 minutos

Questão 2) (Puccamp) Há alguns anos, a iluminação residencial era predominantemente feita por meio de lâmpadas incandescentes. Atualmente, dando-se atenção à política de preservação de bens naturais, essas lâmpadas estão sendo trocadas por outras muito mais econômicas, como as fluorescentes compactas e as de LED. Numa residência usava-se 10 lâmpadas incandescentes de 100 W que ficavam ligadas, em média, 5 horas por dia. Essas lâmpadas foram substituídas por 10 lâmpadas fluorescentes compactas que consomem 20 W cada uma e também ficam ligadas, em média, 5 horas por dia.
Adotando o valor R$ 0,40 para o preço do quilowatt-hora, a economia que essa troca proporciona, em um mês de 30 dias, é de:
a) R$ 18
b) R$ 48
c) R$ 60
d) R$ 120
e) R$ 248

Resolução:
Vamos utilizar a fórmula do consumo de eletricidade para resolver a questão, para isso, faremos o cálculo para os dois casos, em que são utilizadas lâmpadas incandescentes e lâmpadas fluorescentes. Em seguida, para obtermos a economia energética, deveremos calcular a diferença no consumo da energia e, em seguida, multiplicá-la pelo valor do kWh, em reais
Buscando as especificações dos aparelhos


Primeiro como atividade extra classe é necessário que os alunos pesquisem em suas casas nas placas e manuais dos aparelhos ou selos nos próprios as suas especificações de grandezas relacionadas a eletricidade e anote na tabela.


Um exemplo de alguns aparelhos coletados em casa:
 Aparelhos

























1-) Por que os aparelhos apresentam essas especificações?


2-) O que você acredita que vai ocorrer com o aparelho se as especificações não forem obedecidas? Por quê?




3-) Você sabe o que significa cada um dos símbolos? Explique.



4-) Que símbolos representam a corrente, a tensão, a potência e a frequência de cada aparelho?


5-) Podemos afirmar que os equipamentos de alta potência são os maiores consumidores de energia elétrica? Explique sua resposta.




quarta-feira, 6 de maio de 2020

2º ano F e C1 transporte ativo e passivo na membrana

2F e 2C1- 1ª semana de maio. Veja os vídeos, leia o texto e faça as questões em seu caderno



Membrana Celular



A membrana celular é uma fina película lipoprotéica formada por fosfolipídios e proteínas, cuja espessura varia entre 7,5 a 10 nanômetros, delimitando o citoplasma de todos os tipos de células (bactérias, algas, fungos, protozoários, animais e vegetais), recebendo variadas denominações: plasmalema, membrana plasmática ou membrana citoplasmática.

No interior das células eucariontes o citoplasma apresenta organelas e canais constituídos por membranas semelhantes às que envolvem a célula, sendo responsável pela seleção de tudo o que entra e sai da célula.

Esse envoltório foi visualizado pela primeira vez durante a década de 1950, somente possível devido o aprimoramento do microscópio eletrônico. A partir de então, o crescente desenvolvimento tecnológico e o refinamento de técnicas citológicas, possibilitaram aos cientistas S. J. Singer e G. Nicolson (1972), proporem uma estrutura padrão − O modelo do mosaico fluido − representando esquematicamente a membrana plasmática.

Por esse modelo, a melhor proposta aceita atualmente, demonstra que a membrana possui duas camadas de fosfolipídios, formada por uma molécula de glicerol, duas cadeias de ácidos graxos, sendo uma saturada e a outra insaturada, uma coligação fosfato e um grupamento polar.

Portanto, uma molécula anfipática, ou seja, com uma extremidade polar ou hidrofílica, tendo afinidade por água; e a outra extremidade, caudalosa, com propriedades apolares ou hidrofóbicas, manifestando aversão à molécula de água.


Segundo os pesquisadores, essa bicamada lipídica teria em sua composição algumas proteínas, dispostas na superfície da membrana (incrustadas) e outras inseridas de tal forma que transpassavam a bicamada (proteínas transmembranares), comunicando a face interna e externa da célula, formando poros capazes de permitir a passagem de substâncias e partículas.

Tal composição química favorece a importante função da membrana, no controle que media o fluxo de solvente e soluto específicos e em quantidades necessárias ao metabolismo das células, recebendo denominação de permeabilidade seletiva ou semipermeabilidade.

Esquema da bicamada fosfolipídica (modelo de mosaico fluido).
Esquema da bicamada fosfolipídica (modelo de mosaico fluido).

Transporte passivo

A                                   A difusão simples consiste na passagem espontânea de moléculas pequenas e/ou lipossolúveis, como as de água, gás carbônico e oxigênio, pela região lipídica da membrana plasmática.

Íons e moléculas maiores e que não são lipossolúveis, como as de glicose, não conseguem atravessar a membrana espontaneamente, ou fazem esse movimento com velocidade muito baixa, em razão de tais propriedades (permeabilidade seletiva). Diante dessas condições, se ligam a proteínas de membrana (permeases) para cumprirem este papel. É importante saber que existem permeases específicas para cada tipo molecular, tal como enzimas, o processo é denominado difusão facilitada.

Difusão simples e difusão facilitada são dois tipos de transporte passivo, que consiste na passagem de substâncias pela região lipídica da membrana plasmática, de um local de maior concentração para um de menor concentração ou, em outras palavras, a favor do gradiente de concentração. Esse evento tem como finalidade igualá-las, mas sem que haja gasto de energia.

osmose, caracterizada pela difusão de moléculas de água por meio de uma membrana semipermeável de um meio hipotônico (com maior concentração de água) para um hipertônico (menor concentração de água), também é um tipo de transporte passivo.

Esses três tipos de difusão são imprescindíveis para a sobrevivência da célula e sua manutenção. Um exemplo é a entrada de gás oxigênio e a saída de gás carbônico de nossas células, feitas por difusão simples.


Ilustração representando o transporte passivo (moléculas amarelas) e ativo (moléculas alaranjadas).
Ilustração representando o transporte passivo (moléculas amarelas) e ativo (moléculas alaranjadas).


 Transporte ativo

A passagem de substâncias através da membrana plasmática pode ocorrer espontaneamente, no entanto a célula também é capaz de bombear (absorver ou expulsar) substâncias contra um gradiente de concentração, ou seja, do meio menos concentrado para o mais concentrado, mediado por transporte ativo envolvendo gasto de energia.

O transporte é realizado principalmente por enzimas transmembranares, denominadas ATPases, proporcionando desequilíbrio nas concentrações iônicas e moleculares extra e intracelular, contra a tendência normal.

Esse fluxo promove ativamente a diferença de concentração de soluto dentro e fora da célula, e exemplifica o funcionamento da bomba de sódio e potássio mantendo o potencial eletroquímico entre as faces da membrana (interna negativa e externa positiva).

Portanto, o bombeamento de potássio (K+) para dentro e sódio (Na+) para fora da célula, na proporção de dois íons Kque entram para três íons Naque saem, estabelece uma concentração contrária ao fluxo normal. Sendo esse mecanismo de fundamental importância para o metabolismo da célula.

Somente obedecendo tais condições, processos como: síntese de proteínas, etapas da respiração celular e transmissão de impulsos elétricos neuronais, podem ocorrer e favorecer a manutenção das reações biológicas em resposta a estímulos ambientais.

A leitura desse texto e sua interpretação, por exemplo, só é possível graças à contínua despolarização e polarização da membrana plasmática de células nervosas, interligando o sistema sensorial visual ao sistema nervoso central (cérebro), que nos capacita realizar ações como: ler, falar, pensar, locomover etc.


O transporte ativo de substâncias
O transporte ativo de substâncias


Questão 1

Várias substâncias atravessam a membrana plasmática e, com isso, garantem que a célula receba substâncias necessárias para seu funcionamento e elimine produtos para o meio externo. Em alguns casos, o transporte ocorre de maneira passiva, porém, em outros, o transporte é ativo e caracteriza-se

a) por ocorrer a favor do gradiente de concentração.

b) por ocorrer sem gasto de ATP.

c) por envolver com gasto de energia.

d) por independer do gradiente de concentração.

e) por não ocorrer em células animais.



Questão 2

Analise as situações abaixo e indique aquela em que observamos um transporte ativo de substâncias.

a) difusão simples.

b) difusão facilitada.

c) osmose.

d) bomba de sódio e potássio.



Questão 3

(Unifor) “O meio iônico intracelular, isto é, a composição de íons e água no interior das células, é completamente diferente do meio extracelular. Por exemplo: o íon sódio (Na+) é cerca de 14 vezes mais abundante no meio extracelular do que dentro da célula. Com o íon potássio (K+), dá-se o inverso: é cerca de 56 vezes mais abundante no espaço intracelular do que fora da célula. O íon cálcio (Ca++), por sua vez, é cerca de 50.000 vezes mais concentrado numa fibra muscular que no meio extracelular que a rodeia”.

(Ciência Hoje. v. 4, n. 21)

A diferença de concentração dos íons K+ e Ca++ nos meios intracelular e extracelular é mantida por:

a) Endocitose.

b) Osmose.

c) Difusão simples.

d) Difusão facilitada.

e) Transporte ativo.



Questão 4

(Olimpíada Brasileira de Biologia) Quando, através de uma membrana celular (plasmalema), é realizado o transporte simultâneo de duas diferentes substâncias em uma mesma direção, caracteriza-se esse tipo de proteína carreadora, bem como o mecanismo de transporte ativo por ela possibilitado, como um:

a) Antiporte.

b) Uniporte.

c) Simporte.

d) Transporte.


3C1 e 3C2

Veja o vídeo

Leia o texto

Vírus

Vírus são os únicos organismos acelulares da Terra atual

Os vírus são seres muito simples e pequenos (medem menos de 0,2 µm), formados basicamente por uma cápsula proteica envolvendo o material genético, que, dependendo do tipo de vírus, pode ser o DNA, RNA ou os dois juntos (citomegalovírus).
A palavra vírus vem do Latim vírus que significa fluído venenoso ou toxina. Atualmente é utilizada para descrever os vírus biológicos, além de designar, metaforicamente, qualquer coisa que se reproduza de forma parasitária, como ideias. O termo vírus de computador nasceu por analogia. A palavra vírion ou víron é usada para se referir a uma única partícula viral que estiver fora da célula hospedeira.
Das 1.739.600 espécies de seres vivos conhecidos, os vírus representam 3.600 espécies.
Vírus é uma partícula basicamente proteica que pode infectar organismos vivos. Vírus são parasitas obrigatórios do interior celular e isso significa que eles somente se reproduzem pela invasão e possessão do controle da maquinaria de auto-reprodução celular. O termo vírus geralmente refere-se às partículas que infectam eucariontes (organismos cujas células têm carioteca), enquanto o termo bacteriófago ou fago é utilizado para descrever aqueles que infectam procariontes (domínios bacteria e archaea).

Ilustração do vírus HIV mostrando as proteínas do capsídeo responsáveis pela aderencia na célula hospedeira.
Tipicamente, estas partículas carregam uma pequena quantidade de ácido nucleico (seja DNA ou RNA, ou os dois) sempre envolto por uma cápsula proteica denominada capsídeo. As proteínas que compõe o capsídeo são específicas para cada tipo de vírus. O capsídeo mais o ácido nucleico que ele envolve são denominados nucleocapsídeo. Alguns vírus são formados apenas pelo núcleo capsídeo, outros no entanto, possuem um envoltório ou envelope externo ao nucleocapsídeo. Esses vírus são denominados vírus encapsulados ou envelopados.
O envelope consiste principalmente em duas camadas de lipídios derivadas da membrana plasmática da célula hospedeira e em moléculas de proteínas virais, específicas para cada tipo de vírus, imersas nas camadas de lipídios.
São as moléculas de proteínas virais que determinam qual tipo de célula o vírus irá infectar. Geralmente, o grupo de células que um tipo de vírus infecta é bastante restrito. Existem vírus que infectam apenas bactérias, denominadas bacteriófagos, os que infectam apenas fungos, denominados micófagos; os que infectam as plantas e os que infectam os animais, denominados, respectivamente, vírus de plantas e vírus de animais.

Esquema do Vírus HIV
Os vírus não são constituídos por células, embora dependam delas para a sua multiplicação. Alguns vírus possuem enzimas. Por exemplo o HIV tem a enzima Transcriptase reversa que faz com que o processo de Transcrição reversa seja realizado (formação de DNA a partir do RNA viral). Esse processo de se formar DNA a partir de RNA viral é denominado retrotranscrição, o que deu o nome retrovírus aos vírus que realizam esse processo. Os outros vírus que possuem DNA fazem o processo de transcrição (passagem da linguagem de DNA para RNA) e só depois a tradução. Estes últimos vírus são designados de adenovírus.
Vírus são parasitas intracelulares obrigatórios: a falta de hialoplasma e ribossomos impede que eles tenham metabolismo próprio. Assim, para executar o seu ciclo de vida, o vírus precisa de um ambiente que tenha esses componentes. Esse ambiente precisa ser o interior de uma célula que, contendo ribossomos e outras substâncias, efetuará a síntese das proteínas dos vírus e, simultaneamente, permitirá que ocorra a multiplicação do material genético viral.
Em muitos casos os vírus modificam o metabolismo da célula que parasitam, podendo provocar a sua degeneração e morte. Para isso, é preciso que o vírus inicialmente entre na célula: muitas vezes ele adere à parede da célula e "injeta" o seu material genético ou então entra na célula por englobamento - por um processo que lembra a fagocitose, a célula "engole" o vírus e o introduz no seu interior.

Vírus, seres vivos ou não?

Vírus não têm qualquer atividade metabólica quando fora da célula hospedeira: eles não podem captar nutrientes, utilizar energia ou realizar qualquer atividade biossintética. Eles obviamente se reproduzem, mas diferentemente de células, que crescem, duplicam seu conteúdo para então dividir-se em duas células filhas, os vírus replicam-se através de uma estratégia completamente diferente: eles invadem células, o que causa a dissociação dos componentes da partícula viral; esses componentes então interagem com o aparato metabólico da célula hospedeira, subvertendo o metabolismo celular para a produção de mais vírus.
Há grande debate na comunidade científica sobre se os vírus devem ser considerados seres vivos ou não, e esse debate e primariamente um resultado de diferentes percepções sobre o que vem a ser vida, em outras palavras, a definição de vida. Aqueles que defendem a ideia que os vírus não são vivos argumentam que organismos vivos devem possuir características como a habilidade de importar nutrientes e energia do ambiente, devem ter metabolismo (um conjunto de reações químicas altamente inter-relacionadas através das quais os seres vivos constroem e mantêm seus corpos, crescem e performam inúmeras outras tarefas, como locomoção, reprodução, etc.); organismos vivos também fazem parte de uma linhagem contínua, sendo necessariamente originados de seres semelhantes e, através da reprodução, gerar outros seres semelhantes (descendência ou prole), etc.
Os vírus preenchem alguns desses critérios: são parte de linhagens contínuas, reproduzem-se e evoluem em resposta ao ambiente, através de variabilidade e seleção, como qualquer ser vivo. Porém, não têm metabolismo próprio, por isso deveriam ser considerados "partículas infecciosas", ao invés de seres vivos propriamente ditos. Muitos, porém, não concordam com essa perspectiva, e argumentam que uma vez que os vírus são capazes de reproduzir-se, são organismos vivos; eles dependem do maquinário metabólico da célula hospedeira, mas até aíi todos os seres vivos dependem de interações com outros seres vivos. Outros ainda levam em consideração a presença massiva de vírus em todos os reinos do mundo natural, sua origem - aparentemente tão antiga como a própria vida - sua importância na história natural de todos os outros organismos, etc. Conforme já mencionado, diferentes conceitos a respeito do que vem a ser vida formam o cerne dessa discussão. Definir vida tem sido sempre um grande problema, e já que qualquer definição provavelmente será evasiva ou arbitrária, dificultando assim uma definição exata a respeito dos vírus

Responda
Questão 1
Os vírus não são considerados seres vivos por muitos autores, uma vez que não são capazes de realizar atividades metabólicas fora de uma célula. Por essa razão, eles são chamados de:
a) bacteriófagos.
b) organismos metabolicamente inativos.
c) parasitas intracelulares obrigatórios.
d) parasitas intercelulares obrigatórios.
e) inquilinos intercelulares.

Questão 2
Os vírus são formados basicamente por moléculas de ácido nucleico, que pode ser DNA ou RNA, envoltas por proteínas. A capa de proteína que envolve o ácido nucleico é chamada de:
a) Nucleocapsídio.
b) Envelope viral.
c) Interferon.
d) Capsídeo.
e) Capsômero.

Questão 3
Cada vírus só é capaz de parasitar células específicas, uma vez que em sua superfície são encontradas proteínas que se encaixam perfeitamente em receptores localizados na membrana das células hospedeiras. As proteínas encontradas na superfície do capsídio ou do envelope lipoproteico recebem o nome de:
a) virulentas.
b) ligantes.
c) conectoras.
d) carregadoras.
e) estimulantes.

Questão 4
(UEMS) Sobre os vírus, é correta a afirmação:
a) Todos os vírus têm DNA na sua constituição.
b) Os vírus diferem dos seres vivos por serem acelulares.
c) Não necessitam de outros organismos para sua reprodução.
d) Não infectam células bacterianas.
e) É considerado um ser unicelular.

Questão 5
(Unirio) Pesquisadores têm procurado isolar o vírus da gripe espanhola que, em 1918, matou mais de 20 milhões de pessoas. O trabalho está sendo realizado em um cemitério de Spitzberg, numa ilha da Noruega, a pouco mais de um quilômetro do Polo Norte. O conhecimento desse vírus é um caminho importante para o desenvolvimento de métodos de prevenção para novos casos de epidemias viróticas.
Assinale a opção que apresenta uma característica dos vírus que permite sua existência após tantas décadas transcorridas.
a) Esses organismos apresentam DNA ou RNA como material genético.
b) Fora de uma célula viva os vírus podem ser cristalizados.
c) Os vírus apresentam um capsídeo proteico envolvendo o material genético.
d) Os vírus têm capacidade de reduzir seu metabolismo.
e) Os vírus promovem a decomposição lenta dos cadáveres em solos gelados.

Mande a resposta no email: professora.abud@gmail.com